sexta-feira, 9 de julho de 2010

Lançamento do livro: Poemas Errados (dias intranqüilos)

Não é todo dia que um amigo lança livro, especialmente se o livro for de poesia. É exatamente o que vai acontecer no próximo dia 18 de julho. André, que conheci nos tempos de Unisantanna, vai debutar nas letras, digo, estreará no mundo da literatura. André continuamente se mostrou um desassossegado, “antenado” e critico dessa sociedade insana, sempre deu sinais que se enredaria para a escrita. Não fiquei espantado quando soube que começara a escrever poesia. Como amigo, tive o prazer de ler a maioria dos poemas, gostei muito e recomendo.

Para maiores informações acesse: http://poemaserrados.blogspot.com/

Lançamento: Biblioteca de São Paulo, para o dia 18/07 (domingo) - a partir das 14:30hs.

Av. Cruzeiro do Sul, 2630 - Pq. da Juventude - Varanda do piso superior

Programação:

14:30hs - Recepção (Cocktail)

16hs - Sarau

18:30hs - Encerramento


O primeiro livro deste poeta, Poemas Errados (dias intranqüilos), nos faz transitar por diferentes temas: política, educação, amor, tempo, amizade, dor, sexo, felicidade. Se os poemas estão “errados” ou “certos” não me permito opinar. Sei que me agradam. A intranqüilidade sempre me atraiu. Nas poesias de André reconheço essa vontade de desvelar os olhos para o que nos inquieta, nos faz desesperar, buscar, como o autor diz, a felicidade p

ossível, ainda que clandestina.

Tatiana Amendola Sanches

Professora, Cientista Social

Mestre em Comunicação e Cultura


segunda-feira, 14 de junho de 2010

A magia da torcida e as Vuvuzelas

Com a Copa do Mundo em pleno curso e os olhos de todo o planeta voltados à África, muito tem se falado e escrito sobre o continente em especial sobre a África do Sul. É explicito que a questão do Apartheid não foi totalmente resolvida e que muitas feridas ainda estão abertas. Alguns assuntos parecem gerar um desconforto total. É o caso das Vuvuzelas, que conseguem tirar do espetáculo o que ele ainda consegue preservar da sua essência: A emoção do torcedor. Quem já foi ao estádio acompanhar da arquibancada uma partida de futebol sabe do que estou falando. O som que a torcida produz é algo impressionante, seus hinos e cantos somados as comemorações fazem até os marinheiros de primeira viagem se apaixonarem de imediato. Caso contrario, como explicar estádios cheios no mundo inteiro - ou pelo menos onde a população tem condições de pagar o ingresso – pela qualidade do futebol jogado? Eu creio que não. É o feitiço criado pela aglomeração de pessoas que torcem por um mesmo objetivo. Estranhos que durante 90 minutos se comportam como irmãos e se juntam para defender a “família” em uma guerra na qual suas principais armas são a energia e a voz. Das gargantas ecoam cantos e gritos, buscando inflamar o espírito daqueles que os defendem em campo.
Com a Vuvuzela, todo esse encanto se perdeu, o som dos estádios da África do Sul nos remete a uma caixa de marimbondos, o ambiente fica descaracterizado e os “guerreiros” atordoados – talvez seja essa a explicação para o futebol medíocre apresentado até agora. A torcida não existe nessa copa do mundo, não se ouve nada além do som das polêmicas Vuvuzelas. Como explicar ao Sul-africano essas questões? Os anfitriões não tem experiência com o futebol e muito menos com os torcedores de futebol. Será que eles entendem a importância de uma Copa do Mundo? Como explicar/debater essas questões sem resvalar em feridas tão complicadas como os anos de Apartheid? Soaria como preconceito proibir o uso das Vuvuzelas? Já que essa faz parte da cultura do povo anfitrião. Essas são perguntas que estão nas entrelinhas de toda cobertura jornalística da copa e que, infelizmente, não são discutidas. Nota-se o desconforto de todos ao tocar no assunto. A mídia - no geral - trata o assunto com muito cuidado. Ninguém gosta da Vuvuzela, mas declarar isso seria suicídio profissional.
O que se vê são jogos em que o som tradicional da torcida não existe. Quem perde com isso: O futebol e o próprio torcedor, que não cria a atmosfera que encanta e faz com que o futebol se pareça tanto com a vida.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"Criança, A Alma do Negócio"




Documentário fala de manipulação, distorção de valores e consumismo  

O documentário "Criança, A Alma do Negócio" é um alerta sobre o quanto a manipulação por meio da publicidade pode interferir negativamente no comportamento e nos valores das crianças. Traz depoimentos de pais, filhos e entrevistas com especialistas da área. De acordo como Instituto Alana, (http://www.alana.org.br)que realiza o projeto Criança e Consumo, "este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade.




A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. 
O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes."

Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

O filme foi realizado em São Paulo sob direção de Estela Renner. 



Acesse: http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&pid=40 e assista ao documentário completo





sábado, 5 de junho de 2010

Futebol: Muito jogado e pouco estudado.

Não há dúvida de que o futebol é o esporte mais praticado no mundo e desperta enorme paixão. Esporte democrático, permite que todos participem, o jogo vem ganhando o interesse das Mulheres que, especialmente nos EUA e Europa, praticam com entusiasmo. No Brasil, o futebol é para muitos uma religião, impressiona o número de pessoas que dedicam à vida seguindo seus times. Como explicar essa idolatria mundial? São poucos os livros que tratam do assunto, se pensarmos na importância do esporte na atual sociedade, não só do ponto de vista sociológico, mas também como – cada vez mais – as cifras envolvendo contratos publicitários e transação de jogadores são astronômicas. O cinema ainda não descobriu como retratar o jogo na telona, apesar das inúmeras tentativas, é como se a beleza e o dinamismo de uma partida de futebol não permitisse interpretação, fingimento. Como ensaiar e filmar uma bela jogada e fazer com o que o espectador acredite na veracidade da cena? Sendo esse espectador um apaixonado e muitas vezes praticante do esporte. É interessante - e lamentável - como um fenômeno contemporâneo não desperte o interesse dos sociólogos e pensadores e exista pouquíssima literatura a respeito. O jornalismo o trata como simples produto de entretenimento, dando enfâse aos acontecimentos clubisticos em meio a fofocas sobre jogadores e pouco se dedica à análise mais profunda da importância do esporte na sociedade. Felizmente essa lacuna vem sendo preenchida – mesmo que timidamente – com livros de ótima qualidade. É exatamente isso que o historiador Hilário Franco Júnior faz de forma brilhante no livro “A DANÇA DOS DEUSES - Futebol, sociedade, cultura" com extensa pesquisa e texto bem amarrado, Hilário Franco Júnior leva ao limite, neste estudo, a ideia de que o futebol é muito mais que um simples jogo, é uma imitação da vida.

Leia trecho do livro:

domingo, 23 de maio de 2010

Caverna do Dragão no teatro

Assisti a peça com o meu filho e recomendo, não só para as crianças, mas também para adultos que são fans do desenho  que marcou época nos anos 80.


Um dos melhores desenhos dos anos 80 ganhou releitura no teatro, em um espetáculo infantil. A direção e o roteiro de “Caverna do Dragão – O Duelo Final” são da Gilda Vandenbrande, e a peça criou um desfecho livre dos episódios originais, já que o desenho nunca teve um fim gravado.


Sobre o desenho, pela falta de um desenho final, surgiram scripts fakes e boatos de que as crianças teriam morrido no acidente da montanha russa e o outro mundo seria na verdade um inferno, e o Mestre dos Magos algo como um demônio. Mas existe um script considerado oficial, escrito por um dos roteiristas do desenho, Michael Reaves

Elenco da peça: Atores com características dos personagens do desenho.
Caverna do Dragão – O Duelo Final
Teatro Augusta – Rua Augusta, 943, Bela Vista (3155-4141)
Sábados e domingos, às 16h – Duração de 50min – R$ 30

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A invasão dos Pixels



A década de 80 foi lembrada - até pouco tempo - como a década perdida, só que passados mais 20 anos tem muita gente com saudade das excentricidades da época. Um exemplo disso é esse ótimo vídeo.

Quem está acostumado a ver Nova York sendo invadida por alienígenas e afins vai se surpreender!

Curta-metragem de Patrick Jean, filmado na própria Nova York. Escrito e dirigido por: Patrick Jean; Diretor de fotografia: Matias Boucard.

domingo, 9 de maio de 2010

O Cinema e a Vida Real

O Cinema é, sem dúvida, um dos meios de comunicação mais interessantes e importantes do século passado e desse início de século. Usado a exaustão como veículo de propaganda política, - Hitler disseminava a doutrina nazista através de filmes, Stalin patrocinava diretores alinhados aos bolchevistas,  - o cinema também tem o papel de entreter - vide as grandes bilheterias da história do cinema e é, infelizmente, dessa forma que  tem sido usado. Mas, ele também pode nos despertar para as questões que nos desafiam há muito tempo e não conseguimos resolver. E é essa a função do documentário Ilha das Flores de 1989, portanto do século passado. Impressiona como, passados mais de 20 anos, ele se mostra atual. O diretor, Jorge Furtado, é hoje renomado cineasta e também dirige o  filme O Homem que copiava. Vale a pena conferir Ilha das Flores.

Ilha das Flores   
Gênero Documentário, Experimental
Diretor Jorge Furtado
Elenco Ciça Reckziegel
Ano 1989
Duração 13 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Local de Produção: RS
           
Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

Ficha Técnica

Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart Fotografia Roberto Henkin, Sérgio Amon Roteiro Jorge Furtado Edição Giba Assis Brasil Direção de Arte Fiapo Barth Trilha original Geraldo Flach Narração Paulo José                
            
Prêmios

Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 199