quarta-feira, 19 de maio de 2010

A invasão dos Pixels



A década de 80 foi lembrada - até pouco tempo - como a década perdida, só que passados mais 20 anos tem muita gente com saudade das excentricidades da época. Um exemplo disso é esse ótimo vídeo.

Quem está acostumado a ver Nova York sendo invadida por alienígenas e afins vai se surpreender!

Curta-metragem de Patrick Jean, filmado na própria Nova York. Escrito e dirigido por: Patrick Jean; Diretor de fotografia: Matias Boucard.

domingo, 9 de maio de 2010

O Cinema e a Vida Real

O Cinema é, sem dúvida, um dos meios de comunicação mais interessantes e importantes do século passado e desse início de século. Usado a exaustão como veículo de propaganda política, - Hitler disseminava a doutrina nazista através de filmes, Stalin patrocinava diretores alinhados aos bolchevistas,  - o cinema também tem o papel de entreter - vide as grandes bilheterias da história do cinema e é, infelizmente, dessa forma que  tem sido usado. Mas, ele também pode nos despertar para as questões que nos desafiam há muito tempo e não conseguimos resolver. E é essa a função do documentário Ilha das Flores de 1989, portanto do século passado. Impressiona como, passados mais de 20 anos, ele se mostra atual. O diretor, Jorge Furtado, é hoje renomado cineasta e também dirige o  filme O Homem que copiava. Vale a pena conferir Ilha das Flores.

Ilha das Flores   
Gênero Documentário, Experimental
Diretor Jorge Furtado
Elenco Ciça Reckziegel
Ano 1989
Duração 13 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Local de Produção: RS
           
Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

Ficha Técnica

Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart Fotografia Roberto Henkin, Sérgio Amon Roteiro Jorge Furtado Edição Giba Assis Brasil Direção de Arte Fiapo Barth Trilha original Geraldo Flach Narração Paulo José                
            
Prêmios

Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 199

sábado, 10 de abril de 2010

A história das coisas

Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.
História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.
História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.
História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.



sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tragédia no Rio

A tragédia no RJ levanta a mesma questão: Quando vamos enfrentar as questões reais, os problemas de estrutura dos grandes centros? Passada a campanha do Jornal Nacional e da grande mídia, voltamos a pensar na copa do mundo e no Carnaval, até quando? Até a próxima tragédia!







sábado, 3 de abril de 2010

Conhecimento Acadêmico

A editora da Unesp, por meio do selo Cultura Acadêmica, acaba de lançar uma coleção de livros com publicação digital. Acho que vale a pena conhecer. O download é simples e seguro:
Sobre a editora
CULTURA ACADÊMICA é o segundo selo da Fundação Editora da UNESP, cujo selo central é oEDITORA UNESP, que existe desde 1987 e tornou-se marca já consagrada com um catálogo que a caracteriza como editora universitária de destaque junto ao leitor brasileiro e ibero-americano.

O segundo selo foi criado há alguns anos para auxiliar principalmente o atendimento às múltiplas demandas editoriais da Universidade Estadual Paulista - UNESP - uma universidade multicampus e com um enorme contingente de docentes, pesquisadores e pós-graduandos. Com a ampliação do número de títulos editados pelo selo CULTURA ACADÊMICA, a Fundação Editora da UNESP abre novas oportunidades de publicação num momento em que a pesquisa acadêmica e sua divulgação são cada vez mais necessárias.

Autônomo e descentralizado em relação ao selo de origem, o CULTURA ACADÊMICA presta-se a novas experimentações, abre-se a parcerias editoriais com órgãos da direção central da UNESP assim como com suas várias unidades universitárias e cursos de pós-graduação, buscando sempre a qualidade pautada nos conselhos editorias e comissões científicas responsáveis por cada um dos volumes publicados.

Assim surgiram as publicações do selo em parceria com várias Faculdades e Institutos da UNESP e, com a abertura deste sítio virtual, inaugura-se a Coleção PROPG-DIGITAL, que publica livros em primeira edição apenas nos formatos digitais, com a possibilidade de download gratuito.

Esta coleção surge em função da tradicional parceria entre a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UNESP - PROPG - e a Fundação Editora da UNESP, ambas responsáveis pelo lançamento de centenas de títulos e novos autores da Universidade em outros programas editoriais com suporte em papel. Sintonizada com as tecnologias da textualidade eletrônica e também com a transmissão gratuita de conhecimento gerado nas pesquisas da universidade pública, a Coleção PROPG-DIGITAL é também a primeira experiência da Fundação com o livro digital e será importante laboratório de novas iniciativas nesta área que conquista gradualmente seu lugar no imenso universo de possibilidades da publicação e da leitura acadêmica.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Projeto Cultural - Rua do Samba Paulista

Projeto cultural reúne milhares de pessoas no centro de São Paulo

Sábado, 14h00 centro de São Paulo, uma enorme tenda é armada no Boulevard da Avenida São João, os primeiros acordes anunciam que “Já chegou a hora o samba já vai começar...”. É assim que o Samba Autêntico (ONG que realiza pesquisa, preservação e divulgação da história do Samba com o foco na Cidade de São Paulo) e a UNEGRO (União de Negros pela Igualdade) iníciam o Projeto Rua do Samba Paulista que acontece todo último sábado de cada mês. Frequentado por aproximadamente 5000 pessoas, entre elas adultos, crianças e idosos, o projeto já transformou a Rua General Osório em um pólo da cultura afrodescendente, e desde março de 2009 está sendo realizado no Boulevard da Avenida São João. “O evento destina-se ao resgate, promoção, divulgação e preservação do Samba feito em São Paulo”, conta T-Kaçula, um dos idealizadores do projeto.

Mestre Paulo e T-Kaçula: Música e Consciência na preservação do Samba Paulista

Vários momentos marcaram o surgimento do Projeto Rua do Samba Paulista - que é um exemplo de ação cultural popular e busca a valorização do Samba, ritmo musical criado pelos escravos africanos, símbolo da tradição cultural brasileira que em 2005 foi enquadrada em uma das mais modernas categorias de patrimônio histórico: A do Patrimônio Imaterial. Reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco . Em 1999 acontecia uma reunião de músicos - uma Roda de Samba - dentro da loja de instrumentos musicais “Contemporânea” na Rua General Osório. Esse evento tinha como principais características; tocar sambas consagrados e contar a história do Samba através de pesquisa do Projeto Cultural Samba Autêntico, que em 2001 em parceria com a UNEGRO realizou uma atividade no Pátio do Colégio. O evento chamado “Samba e Cidadania para todos” reuniu e homenageou sambistas da Velha Guarda. Pessoas que sofreram na época da ditadura, momento este onde o Negro que portava qualquer instrumento que remetesse ao Samba era considerado baderneiro e desocupado. Com o grande sucesso desse evento, os sambistas começaram a refletir sobre a criação de um espaço onde poderiam homenagear os mestres da Velha Guarda e debater a importância do Samba. Após reuniões e debates acalorados, definiu-se que em um sábado especifico, no dia 30 de novembro de 2002, o espaço público da Cidade de São Paulo receberia um evento popular com caráter político e sócio-cultural, onde o Samba seria a estrela maior e as pessoas que contribuíram e lutaram para sua inserção na cultura popular brasileira teriam o seu devido valor reconhecido. Nascia ali uma intervenção cultural que já dura sete anos – sem qualquer apoio ou patrocínio de órgãos privados – e que entre muitas atividades já homenageou sambistas da importância de Monarco, Seu Carlão, da Escola de Samba Unidos do Peruche, Seu Nenê, fundador da Escola de Samba Nenê da Vila Matilde, Mestre Feijoada, Hélio Bagunça, Denise do Peruche, entre outros mestres da Velha Guarda.

Edson e Beto: Projeto trouxe revitalização ao centro de São Paulo

Tadeu Augusto Matheus, conhecido no mundo do Samba como T-Kaçula, um dos responsáveis pelo projeto em entrevista à revista Fala Aí! declarou: “Ali naquele momento já tínhamos um ideal, de ampliar o projeto. Porque na verdade a ação era política, trazer o pessoal da Velha Guarda para ser homenageado, falar qual a história daquele cidadão, o porque ele está sendo homenageado, por conta de todas as dificuldades que ele passou, tanto financeiramente quanto familiar, profissional, étnica, racial. ”. O Projeto Rua do Samba Paulista reafirma o Samba de raiz como fundamento da cultura da população paulista que tem espelhado no ritmo suas tradições. O Samba representa uma manifestação popular de resistência cultural, em particular da população afrodescendente, na luta pela preservação de suas heranças e referências culturais, aspectos fundamentais à afirmação de sua singularidade, identidade, inserção social e construção de sua cidadania. Sua ação revela forte caráter sócio – cultural, pois sendo realizado até recentemente numa região publicamente marcada e conhecida como cracolândia, considerada região prioritária no processo de revitalização da área central da Cidade de São Paulo, o projeto transpõe os limites de uma simplória atividade de lazer, inserindo - se nesse universo como atividade política e cultural, contribuição inconfundível e única à revitalização da região.
Público feminino prestigia o projeto cultural

O Projeto Rua do Samba Paulista cresceu de forma espontânea e preenche uma lacuna cultural da Cidade de São Paulo.Outra característica do projeto é criar uma atmosfera para que músicos que estão na platéia participem das atividades, não só tocando os instrumentos, e, portanto, tendo participação direta no evento, como também fomentando a criatividade do público que através de um concurso chamado “Quem sabe faz na hora”, propõe ao publico – com um tema eleito na hora – a criação de uma letra para ser tocada na Roda de Samba. Ao longo de sua existência, amantes, pesquisadores, estudantes, apreciadores, sambistas e público em geral tiveram a oportunidade de se encontrar com músicos e compositores, com a Velha e Nova Guarda do Samba Paulista e suas tradições.

Projeto Cultural Rua do Samba Paulista: O Samba é a estrela maior do evento

domingo, 28 de março de 2010

O Rei e Eu - Musical encanta


No último sábado recebi um presente  maravilhoso: dois convites para assistir a estréia  do musical “O Rei e Eu” e gostei muito do espetáculo. A orquestra com 22 músicos somada ao figurino -  rico em detalhes - ,  a iluminação delicada e precisa que consegue imprimir dramaticidade em cada cena, impressionam e são uns dos muitos atrativos da montagem e  nos mostra o cuidado e a competência da produção. Mas o ponto alto são os atores, com destaque especial para Claudia Netto que - sem cair no estereótipo -  interpreta uma  inglesa, a educadora Anna Leonowens (26 de novembro de 1831–19 de janeiro de 1915) uma Mulher cheia de covicções e humor sutil , porém não menos inteligente. Com sua voz afinadíssima e presença brilhante de palco, Claudia canta e encanta. Tuca Andrada está bem no papel de Rei do Sião e  as crianças  mostram  grande  carisma e profissionalismo. Outros destaques são o  maestro Jamil Maluf e  Luciana Bueno, cantora lírica que interpreta a personagem Lady Thiang, uma das protagonistas. Apesar de ter sido escrito há mais de 50 anos, o tema se mostra atual  (o que é característica dos grandes textos): Um rei bárbaro e tirano contrata uma professora estrangeira para ensinar inglês aos filhos, com maestria e personalidade a educadora se torna uma referência para as crianças e leva o rei a  grandes dúvidas existenciais. O musical nos remete - entre outras muitas questões -   a refletir sobre a grande força que possui  o educador, que com preparo e ferramentas adequadas pode se tornar em um grande agente transformador.


SINOPSE

Após os premiados sucessos de público e crítica My Fair Lady e West Side Story a Takla Produções prepara a sua mais grandiosa montagem de um musical: O Rei e Eu, de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, a dupla mais genial da era de ouro do teatro musical americano, criadores de sucessos como South Pacific, A Noviça Rebelde,Carousel e Oklahoma!
O Rei e Eu conta a história do poderoso e carismático Rei do Sião, atual Tailândia, que tinha dezenas de esposas e mais de setenta filhos, e de Anna, professora inglesa contratada para ensinar inglês e um pouco da cultura ocidental aos príncipes e princesas. Charmosa e voluntariosa, Anna passa por sérias dificuldades com as diferenças entre a cultura inglesa e a oriental, mas mesmo assim impõe suas idéias e suas posições, e aprende a compreender e aceitar as cultura e as tradições siamesas, tornando-se parte desta imensa família real, com muito humor, amor, diálogos maravilhosos e um lindo clima de romance no ar, embalado por músicas deslumbrantes.
Baseado no romance original Anna e o Rei do Sião de Margareth Landon, que inspirou dois filmes, Anna e o Rei do Sião (1946, com Rex Harrisson e Irene Dunne) e Anna e o Rei (1999, com Jodie Foster), além da versão cinematografica do musical, que imortalizou Yul Brynner e foi vencedora de vários Oscar®, O Rei e Eu é um espetáculo para toda a família que conta com um elenco de mais de 60 atores, incluindo 15 crianças, 500 figurinos orientais e ocidentais e 10 cenários grandiosos.

Para os que ficaram com água na boca e não poderem assistir o musical,
 em 1999 Jodie Foster interpretou Anna no filme "Anna e o Rei".